Orquestra Sinfônica de Bucareste

Benoit Fromanger, regente | Joanna Wós, soprano | Tadeusz Szlenkier, tenor

Quando: 3 e 4 de novembro
Horário: 18h30
Local:  Teatro L’Occitane (Trancoso, Porto Seguro – BA)
Estrada Municipal Arraial D’Ajuda, km 18, s/n


Orquestra Sinfônica de Bucareste

A Orquestra Sinfônica de Bucareste nasceu no cenário musical romeno em 2007, por iniciativa da Philson Young Association (Associação Jovem Philson), com o objetivo de aproximar a música da vida de um grande e diversificado público.

Vibrante, enérgico e alegre, esse projeto educativo lançava um olhar de longo prazo sobre a música, sem abrir mão do profissionalismo.

A missão da Orquestra Sinfônica de Bucareste é atrair, formar e ampliar uma grande variedade de admiradores de música. O conceito se baseia em uma agenda musical inovadora, própria da Romênia. O repertório do projeto leva em consideração a diversidade dos amantes da música, sua idade e gosto musical.

Os membros da orquestra são músicos respeitados no cenário cultural romeno, já consagrados como solistas, ou membros de outras orquestras e grupos nacionais e internacionais, que receberam importantes prêmios na Romênia e no exterior.

Na tentativa de ir além de suas próprias limitações e sentimentos, os membros da Orquestra Sinfônica de Bucareste abordam novos estilos e emoções e dão vida e valor ao conhecimento adquirido, na busca pela essência da interpretação musical.

A flexibilidade na escolha dos gêneros musicais foi pedra angular dos concertos SYMPhoenix, que reuniram a Orquestra Sinfônica de Bucareste e a famosa banda Phoenix entre 2010 e 2011, e também dos projetos conjuntos que envolveram artistas romenos de renome internacional, como a violinista Corina Belcea e a soprano Angela Gheorghiu.

As atividades da orquestra abrangem ainda projetos de gravação em estúdio, como o CD duplo Marcel Pavel – Very Classic, com famosas árias de ópera, cançonetas e crossover, além de dois outros CDs sob regência do maestro titular Benoît Fromanger, tendo como tema central a música composta por Mel Bonis (França) e Benjamin Britten (Inglaterra).

Em 2012, a Orquestra Sinfônia de Bucareste foi convidada para uma turnê pela Itália e França, participando de prestigiosos festivais de música.

 


Benoît Fromanger, regente

Benoît Fromanger é regente titular da Orquestra Sinfônica de Bucareste desde 2011.

Internacionalmente reconhecido como regente do mais elevado nível, Benoît Fromanger tem por objetivo apresentar e compartilhar, a cada concerto, sua abordagem musical, seu respeito humano pelos músicos e pelo público, sua energia, generosidade e paixão.

Os trabalhos recentes de Benoît Fromanger incluem apresentações em festivais de renome, à frente de orquestras como a Metropolitana de Montreal, Sinfônica da Rádio Eslovena Ljubljana,  Orquestra Presidencial de Ankara, Filarmônica de Bursa (Turquia), Filarmônica de Tianjin (China), Sinfônica Dokuz Eylul (Deso Izmir), Filarmônica Adana, Filarmônica de Manaus, o Kuhmo Virtuosi (Finlândia), as orquestras de câmara de Praga e de Innsbruck, entre outras.

Entre os destaques futuros, há concertos com a Orquestra Filarmônica de Adana, Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica de Bursa, Sinfonieta da Geórgia, Sinfônica de Bucareste e Orquestra Filarmônica de Antália.

Benoît Fromanger, premiado pelo Conservatório de Paris, iniciou sua carreira musical como solista titular da Orquestra da Ópera Nacional de Paris. Dez anos mais tarde, mudou-se para Munique (Alemanha), para atuar como solista titular da Orquestra Sinfônica da Radiodifusão da Baviera.

Após uma brilhante carreira como solista e músico de orquestra sob a batuta de regentes como Leonard Bernstein, Lorin Maazel, Carlos Kleiber, Valéry Gergiev, Bernard Haitink, Zubin Mehta, Carlo Maria Giulini e Daniel Barenboim, decidiu estudar regência com o professor Rolf Reuter, com quem se formou na Faculdade de Berlim.

Como regente, mantém estreito relacionamento com vários solistas, tendo se apresentado com Juliette Hurel, Corina Belcea, Idil Biret, Brigitte Engerer, Katia & Marielle Labèque, Denis Pascal, Fanny Clamagirand, François Leuleux, Wenzel Fuchs, Hans-Jürg Rickenbacher, Oozier Aydin, Naoko Shimizu, Bertrand Chamayou, Marie-Luise Neunecker, Bernard Soustrot, Eric Francerie, David Guerrier, Richard Galliano.

Benoît Fromanger tem afinidade especial com a música de seu país natal, a França. Recentemente regravou as Cantatas do compositor Thierry Machuel, registrou a estreia mundial das obras orquestrais de Mel Bonis (1858-1937), e realizará uma gravação em parceria com a Sinfônica de Bucareste, pelo selo Le Chant de Linos.

No Brasil, ele tem participado do festival Música em Trancoso como solista e regente.


Joanna Wós, soprano

joannawos-2Leveza admirável e precisão excepcional permitem à soprano polonesa Joanna Woś realizar, sem esforço, as mais ousadas ornamentações, com sonoridade ímpar e o estilo sofisticado do bel canto. Sua voz é impecavelmente límpida, com entonação forte e alcance excepcionalmente amplo.

Premiada em concursos e festivais de canto, vencedora do Concurso Internacional de Canto em Bilbao, Joanna Woś teve o reconhecimento da crítica russa por diversas vezes através do prêmio Golden Mask. Estreou no papel-título em Lucia de Lammermoor, de Gaetano Donizetti, no Grand Theatre de Lodz, Polônia. O sucesso alcançado na estreia não deixou dúvida sobre seu excepcional talento vocal. Formada pela Academia de Música de Lodz, foi contratada como solista do Grand Theatre. Aplaudida pelo público e reconhecida pela crítica, Joanna encanta não só pela coloratura magnífica de sua voz, mas também por seu extraordinário talento lírico e dramático.

Além do trabalho regular em Lodz, a cantora se apresenta nos palcos da Ópera Nacional de Varsóvia, Ópera de Cracóvia, Grand Theatre em Poznan, Ópera Báltica, Filarmônica Nacional e Filarmônica de Cracóvia. É artista convidada de várias casas de ópera, incluindo a Royal Festival Hall em Londres, Alte Oper em Frankfurt, Deutsche Oper em Berlim, Auditório da Música em Roma, Centro de Ópera Galina Vishnevskaya em Moscou, Ópera Nacional em Vilnius, Ópera Nacional em Zagreb, Teatro de Ópera e Balé de Novosibirsk e muitas outras salas de ópera e concerto no mundo todo.

Joanna Woś cantou sob regência de vários maestros renomados, como Antoni Wit, Jonas Aleksy, Jerzy Maksymiuk, Tadeusz Kozłowski, Jan Krenz, Jacek Kaspszyk, Friedrich Haider, Will Crutchfield, Marco Baldieri, Andrea Licata, Massimiliano Caldi, Gabriel Chmura.

Dividiu os palcos com cantores famosos, como os barítonos Renato Bruson e Artur Ruciński, os tenores Salvatore Licitra, Salvatore Fisichella, Piotr Beczała, Arnold Rutkowski e Mariusz Kwiecień, além da soprano americana Gwendolyn Bradley.

Seu repertório inclui não apenas papéis de coloratura como Rainha da Noite de A Flauta Mágica de Mozart, Rosina de O Barbeiro de Sevilha de Rossini, Olympia de Os Contos de Hoffmann de Offenbach e Anna Bolena da ópera homônima de Donizetti, mas também papéis excepcionalmente dramáticos e líricos como Violetta de La Traviata, Gilda de Rigoletto de Verdi, Elvira de Os Puritanos de Bellini e Norina de Don Pasquale de Donizetti. O repertório da soprano inclui ainda os papéis de Oscar de Um Baile de Máscaras de Verdi, Rainha de Shemakha de O Galo de Ouro de Rimsky-Korsakov, Musetta de La Bohème de Puccini, a Condessa de As Bodas de Fígaro e Fiordiligi de Così FanTutte de Mozart, Dona Ana de Don Giovanni, Magda de La Rondine de Puccini, Eurídice de Orfeu e Eurídice de Gluck, bem como a Esposa de A Vida com um Idiota de Schnittke. Seu repertório de concertos é igualmente impressionante: inclui Stabat Mater de Pergolesi, o Réquiem de Rossini, Exsultate, Jubilate e as missas de Mozart, Missa Santa Cecília de Gounod, o Réquiem de Fauré, Carmina Burana de Orff e Stabat Mater de Szymanowski.

Em sua última gravação para a rádio polonesa, apresentou um recital de árias operísticas escritas pelo Príncipe Józef Michal Poniatowski, acompanhada do pianista Kevin Kenner. Em 2009 Joanna gravou um álbum intitulado As Canções de Chopin, com Marek Drewnowski.

Na Ópera Nacional de Varsóvia, se apresentou em estreias vivendo os papéis de Magda em La Rondine de Puccini (2003, direção de Marta Domingo), Rainha da Noite em A Flauta Mágica de Mozart (2006, direção de Achim Freyer), o papel principal nas óperas Lucia di Lammermoor e Lucrezia Borgia de Donizetti (2009), Orfeu e Eurídice de Gluck (2009) e La Traviata de Verdi (2010).

Em abril de 2010 a soprano gravou a Sinfonia nº 3 de Gorecki para a BBC, com a London Symphony Orchestra, sob regência de Marin Alsop, no Royal Festival Hall de Londres. Em 2011, interpretou o papel-título em Maria Stuarda de Donizetti, no Grand Theatre em Poznan. Em março, cantou Gilda (Rigoletto, Verdi) no Grand Theatre da Ópera Nacional de Varsóvia. No mesmo ano, recebeu críticas entusiasmadas na interpretação de Anna Bolena de Donizetti, durante o Festival de Ópera de Saint Moritz, Suíça. Em 2012, subiu aos palcos no papel de Adina, durante a estreia de O Elixir do Amor na Ópera de Cracóvia, e de Violeta na estreia de La Traviata na Ópera Báltica. Em abril de 2013 o Grand Theatre de Lodz montou Anna Bolena de Donizetti especialmente para Joanna, ocasião em que mais uma vez demonstrou domínio vocal e interpretativo incomparáveis, como parte de seu aperfeiçoamento no estilo bel canto. Os aplausos do público se somaram à aclamação da crítica, que concedeu à cantora o prêmio Golden Mask de melhor papel dramático.


Tadeusz Szlenkier, tenor

tadeusz-szlenkier1Tadeusz Szlenkier nasceu em Varsóvia, Polônia. Formou-se em filosofia na Universidade de Varsóvia e em estudos da voz na Universidade de Yale (EUA). Em maio de 2005, venceu o Concurso Internacional Vocal Klassik-Mania em Viena. Desde então, tem se apresentado em vários teatros importantes na Polônia e no exterior.

Desde 2010 Tadeusz Szlenkier trabalha com a Opera Nova em Bydgoszcz, na Polônia, interpretando variados papeis líricos, entre eles Alfredo em La Traviata, Rodolfo em La Bohème, Princ em Rusalka, Enzo em La Gioconda, Tamino em A Flauta Mágica, Barinkay em O Barão Cigano e Alfred em O Morcego. Interpretou ainda Gustavo em Um Baile de Máscaras, Leicester em Maria Stuarda de Donizetti, Jontek em Halka de Moniuszko, Pinkerton em Madame Butterfly, entre outros. Seu repertório inclui ainda algumas peças de oratório, como a Missa de Réquiem de Verdi, a 9a Sinfonia de Beethoven e o Réquiem de Mozart.

Em 2006, interpretou o solo para tenor na produção internacional da Missa de Réquiem de Giuseppe Verdi em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Salvador.

Em março de 2008 foi convidado por Elżbieta Penderecka para fazer parte da apresentação do concerto da ópera Lodoïska, de Cherubini, durante o 12o Festival de Páscoa Ludwig van Beethoven em Varsóvia. O registro do concerto receberia mais tarde o prestigioso prêmio polonês Fryderyk.

Em julho do mesmo ano, interpretou o Pastor em Rei Roger de Szymanowski, durante o Festival de Verão de Bard, em Annandale-On-Hudson, na estreia da montagem da ópera em palcos americanos.

Em 2010, Tadeusz Szlenkier representou seu país em concertos organizados durante a exposição mundial EXPO 2010, em Xangai (China).

Em maio de 2012, fez o papel-título de Idomeneo, ópera de W. A. Mozart, no Teatro Municipal de Lima, Peru.

Em 2012 e 2013, Tadeusz Szlenkier foi aclamado com entusiasmo como solista, no festival Música em Trancoso (Brasil).


*Programa sujeito a alterações

Programa 1:

Alexander Borodin: “Danças Polovetsianas”
Giuseppe Verdi: Abertura de “Luisa Miller”

Verdi, Puccini, Donizetti, Bellini: Árias de óperas italianas famosas para tenor e soprano

Pjotr Ilyitsch Tschaikowsky: “Suíte Quebra-Nozes, op. 71A”

Programa 2:

Pjotr Ilyitsch Tschaikowsky: “Capricho Italiano”
Giuseppe Verdi: Abertura de “A Força do Destino”
Verdi, Puccini, Donizetti, Bellini: Árias de óperas italianas famosas para tenor e soprano
Nicolai Rimski-Korsakow: “Capricho Espanhol”

 


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