Gidon Kremer & KREMERata Báltica

Gidon Kremer, violinistas

Quando: 21 e 22 de junho
Horário: 21h
Local: Sala São Paulo (São Paulo, SP)
Praça Júlio Prestes, 16


Gidon Kremer

De todos os principais violinistas do mundo, Gidon Kremer talvez seja aquele com carreira menos convencional.

Nascido em Riga, capital da Letônia, quando este país báltico ainda era uma república da antiga União Soviética, Kremer iniciou seus estudos aos quatro anos de idade com o pai e o avô, ambos notáveis violinistas.

Aos sete anos, entrou para a Escola de Música de Riga. Aos 16, venceu o principal concurso de música da Letônia e dois anos mais tarde começou a estudar no Conservatório de Moscou com David Oistrakh, um dos mais importantes violinistas do século 20. Não parou mais de conquistar prêmios importantes, entre outros o do Concurso Rainha Elizabeth, em 1967, e os primeiros lugares nos concursos internacionais Paganini e Tchaikovsky.

Tamanho sucesso resultou em uma carreira notável, ao longo da qual Gidon Kremer ganhou fama mundial como um dos mais originais e admiráveis artistas de sua geração. Apresentou-se praticamente em todos os principais palcos do mundo, junto às mais prestigiosas orquestras da Europa e dos Estados Unidos, com os melhores regentes de nossa época.

O repertório de Gidon Kremer é excepcionalmente extenso, abrangendo todas as obras clássicas e românticas convencionais para violino, bem como a música dos mestres dos séculos 20 e 21, tais como Henze, Berg e Stockhausen. Kremer também deu apoio à produção de compositores contemporâneos da Rússia e do leste europeu, tendo apresentado grande quantidade de peças novas importantes, muitas delas dedicadas a ele. Associou-se a compositores tão diversos como Alfred Schnittke, Arvo Pärt, Giya Kancheli, Sofia Gubaidulina, Valentin Silvestrov, Luigi Nono, Aribert Reimann, Peteris Vasks, John Adams, Victor Kissine, Michael Nyman, Philipp Glass, Leonid Desyatnikov e Astor Piazzolla. Ao apresentar a música destes autores ao público, manteve o respeito à tradição, sem deixar de ser contemporâneo. Seria correto afirmar que, nos últimos 30 anos, nenhum outro solista de semelhante envergadura internacional contribuiu tão intensamente para a difusão de compositores contemporâneos como Gidon Kremer.

Artista de discografia prolífica, Kremer gravou mais de 120 CDs, muitos dos quais lhe renderam prestigiosos prêmios e condecorações internacionais, em reconhecimento a seu excepcional poder de interpretação. Suas premiações incluem o Grand Prix du Disque, o Deutscher Schallplattenpreis, o prêmio de música Ernst-von-Siemens, a Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, o Premio dell’Accademia Musicale Chigiana, o Triumph Prize 2000 (Moscou), o prêmio da Unesco em 2001, o Saeculum-Glashütte do festival de música de Dresden de 2007. Ganhou ainda, em 2008, o Prêmio Rolf-Schock (Estocolmo), o prêmio “Obra Vitalícia” do Festival de Música de Istambul (2010) e, dentre outros mais, o prêmio “Una Vita Nella Musica – Arthur Rubinstein” (Veneza), por muitos considerado o Prêmio Nobel da música.

Em fevereiro de 2002, Gidon Kremer e a KREMERrata Báltica venceram o Grammy na categoria “Melhor Desempenho de Ensemble Pequeno” com o CD After Mozart (Nonesuch), gravação que, no mesmo ano, recebeu também o prêmio ECHO.

O CD The Berlin Recital (EMI Classics), com Martha Argerich e obras de Schumann e Bartók, foi lançado recentemente, assim como outro CD com os concertos para violino de Wolfgang Amadeus Mozart, gravados ao vivo com a KREMERata Báltica no Festival de Salzburgo em 2006 (selo Nonesuch). Gidon Kremer também grava pelo selo ECM, que lançou seu último registro de todas as sonatas e partitas de J. S. Bach. O mais recente CD é um trio para piano, com Khatia Buniatishvili e Giedre Dirvanauskaite, além de uma série de CDs de gravações ao vivo, concluídas em 2011 no Festival de Música de Câmara de Lockenhaus, em comemoração aos 30 anos deste festival ímpar.

Em 1997, Gidon Kremer fundou a orquestra de câmara KREMERata Báltica, com o objetivo de incentivar a carreira de jovens e brilhantes músicos, oriundos dos três países bálticos (Letônia, Estônia e Lituânia). Desde então, vem realizando extensas turnês com a orquestra, apresentando-se nos mais prestigiosos festivais e salas de concerto do mundo. Com a orquestra também gravou 25 CDs pelos selos Teldec, Nonesuch, DGG e ECM.

De 2002 a 2006 Gidon Kremer foi diretor artístico do novo festival Les Muséiques, em Basel, na Suíça.

Gidon Kremer toca um violino Nicolò Amati de 1641. É também autor de quatro livros, que refletem suas buscas artísticas, todos eles publicados em alemão e traduzidos para diversos idiomas.

Leia entrevista com Gidon Kremer no portal do Mozarteum.


KREMERata Báltica

Kremerata-programacao-2Em 1997, o lendário Lockenhaus Chamber Music Festival foi testemunha de uma pequena revolução, quando o violinista Gidon Kremer, que naquela época dirigia este evento austríaco, apresentou uma nova orquestra: a KREMERata Báltica, formada por extraordinários jovens músicos. Vindos dos Países Bálticos – Letônia, Lituânia e Estônia – eles haviam sido selecionados pelo próprio violinista, em um rigoroso processo de audição.

Desde seu primeiro concerto, a KREMERata Báltica conquistou o público com sua exuberância, energia e alegria.

Logo este talentoso grupo de músicos tornou-se um dos mais prestigiados do mundo. Nos últimos 18 anos, a KREMERata Báltica realizou mais de 1.500 concertos em mais de 600 cidades de mais de 50 países.

Além de prêmios importantes, a KREMERata Báltica tem discos gravados com Gidon Kremer e vem realizando apresentações com celebrados solistas, como a soprano Jessye Norman, a pianista Martha Argerich, os violoncelistas Mischa Maisky e Yo Yo Ma, entre muitos outros. Também tem se apresentado com maestros importantes, como Sir Simon Rattle, Kent Nagano, Vladimir Ashkenazy.

Para a KREMERata Báltica é essencial cultivar uma abordagem criativa em seus programas, os quais procuram ir além do mainstream. A orquestra já realizou a première mundial de inúmeras obras de compositores como Arvo Pärt, Giya Kancheli, Pēteris Vasks, Leonid Desyatnikov, Victor Kissine, Sofia Gubaidulina, Dobrinka Tabakova, Raminta Serksnyte, Alexander Voustin e Alexander Raskatov.

Uma de suas apresentações mais memoráveis foi durante o concerto para os direitos humanos na Rússia – o To Russia With Love, que aconteceu em outubro de 2013, junto com a Orquestra Filarmônica de Berlim e músicos consagrados, como Martha Argerich, Daniel Barenboim, Khatia Buniatishvili, Emanuel Pahud, Sergey Nakaryakov – convidados por Gidon Kremer.

A KREMERata Báltica também faz parte do projeto All About Gidon – um concerto cênico que apresenta de Haydn a Piazzolla, durante o qual Gidon Kremer faz reflexões sobre sua carreira, por meio de performances musicais e explanações teóricas. Recentemente, a orquestra também participou de espetáculos com atores e dançarinos de balé clássico e flamenco.


Programa*

21 de junho 

Mieczyslaw Weinberg (1919-1996)
CONCERTINO PARA VIOLINO E ORQUESTRA DE CORDAS, OP. 42        

Robert Schumann (1810-1856)
René Koering (1940)
CONCERTO PARA VIOLINO (ORIGINALMENTE PARA VIOLONCELO), ORQUESTRA E TÍMPANOS, OP. 129

***
Piotr I. Tchaikovsky (1840-1893)
Leonid Desyatnikov (1955)
SERENATA MELANCÓLICA PARA VIOLINO SOLO E ORQUESTRA DE CORDAS, OP.26

Modest Mussorgsky (1839-1881)
Jacques Cohen (1969)
Andrei Pushkarev (1974)
QUADROS DE UMA EXPOSIÇÃO (VERSÃO PARA ORQUESTRA DE CORDAS E PERCUSSÃO)

Valentin Silvestrov (1937)
SERENATA PARA VIOLINO SOLO


22 de junho

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
QUARTETO DE CORDAS “SERIOSO”, OP. 95 (VERSÃO ORQUESTRAL POR GUSTAV MAHLER)
– Allegro con brio
– Allegretto ma non tropo
– Allegro assai vivace ma serioso
– Larghetto expressivo – Allegretto agitato

Robert Schumann (1810-1856)
René Koering (1940)
CONCERTO PARA VIOLINO (ORIGINALMENTE PARA VIOLONCELO), ORQUESTRA E TÍMPANOS, OP. 129

***
Alexander Raskatov (1953)
“THE SEASONS’ DIGEST” (BASEADO NA OBRA “THE SEASONS”, OP. 37A DE PIOTR I. TCHAIKOVSKY) 
– Janeiro – Diante da lareira
– Fevereiro – Carnaval
– Março – Canção da cotovia
– Abril – Floco de neve
– Maio – Noites brancas
– Junho – Barcarola
– Julho – Canção do ceifeiro
– Agosto – A colheita
– Setembro – A caçada
– Outubro – Canção de outono
– Novembro – Corrida de troika
– Dezembro – Natal

Astor Piazzolla (1921-1992)
Leonid Desyatnikov (1955)
“QUATRO PORTEÑO” (QUATRO ESTAÇÕES EM BUENOS AIRES) PARA VIOLINO E ORQUESTRA DE CORDAS
– Verano porteño
– Otoño porteño
– Invierno porteño
– Primavera porteña

*Programa sujeito a alterações

 


Ingressos

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Telefone (também aos sábados)

Vendas pela Ingresso Rápido não possuem taxa de conveniência,
mas estão sujeitas a taxa de entrega.

www.ingressorapido.com.br


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Telefone: (11) 3815-6377  de segunda a sexta, das 9h às 18h:

Rua Pedroso Alvarenga, 58 – 3º andar – Itaim Bibi – São Paulo/SP

Programação 2016