Concerto Ópera Gala com Diana Damrau & Nicolas Testé

Diana Damrau, soprano | Nicolas Testé, baixo-barítono

Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro

Quando: 1 e 2 de maio
Horário: 21h
Local: Sala São Paulo (São Paulo, SP)
Praça Júlio Prestes, 16


Diana Damrau, soprano

damrau_portrait1_creditrebeccafay“A principal soprano coloratura do mundo”. Assim Diana Damrau já foi definida pela imprensa internacional. Nos últimos 20 anos, a consagrada soprano alemã tem sido disputada pelos principais teatros de ópera e concerto do mundo.

Seu vasto repertório abrange papéis para soprano lírica e soprano coloratura e inclui as protagonistas de Lucia di Lammermoor (La Scala de Milão, Ópera Estatal da Baviera, Metropolitan Opera House de Nova York, Royal Opera House de Londres), Manon (Ópera Estatal de Viena, Metropolitan Opera) e La traviata (La Scala, Metropolitan Opera, Royal Opera House, Ópera Nacional de Paris e Ópera Estatal da Baviera), além de Rainha da Noite em A Flauta Mágica (Metropolitan Opera, Festival de Salzburg, Ópera Estatal de Viena, Royal Opera House).

Em 2007 recebeu do governo do Estado da Baviera (Alemanha), o título de Kammersängerin – denominação honorífica historicamente concedida a cantores líricos de grande destaque. Em 2010 foi agraciada com a Ordem Bávara Maximilian de Ciências e Artes. Diana Damrau estabeleceu laços estreitos com a Ópera Estatal da Baviera, onde se apresentou em novas montagens de Lucia di Lammermoor, Os Contos de Hoffmann (As Quatro Heroínas), Ariadne em Naxos (Zerbinetta), A Mulher Silenciosa (Aminta), A Flauta Mágica (Rainha da Noite) e Rigoletto (Gilda). Outras atuações notáveis foram em La Traviata (Sophie) e O Rapto do Serralho (Constanze).

Foi no Metropolitan Opera House de Nova York que a soprano encenou os personagens mais marcantes de sua carreira e realizou transmissões em HD para cinemas do mundo todo, além de ter atuado em sete premières, desde sua própria estreia como Zerbinetta (em Ariadne em Naxos, de Richard Strauss), em 2005. Dentre os destaques, estão novas montagens de Rigoletto (Gilda), O Barbeiro de Sevilha (Rosina), O Conde Ory (Adèle) e Os Pescadores de Pérolas (Leïla). Outros trabalhos a levaram a encenar os papéis-título em Lucia di Lammermoor, La traviata, Manon, A Sonâmbula e A Filha do Regimento. Foi ainda a primeira cantora na história do Metropolitan Opera a interpretar os papéis de Pamina e Rainha da Noite, em diferentes apresentações da mesma montagem de A Flauta Mágica, de Mozart.

Diana Damrau participou duas vezes da apresentação anual de abertura da temporada do La Scala de Milão: em 2004, no papel principal em Europa Riconosciuta de Salieri, na grande reabertura do teatro e, em 2013, como protagonista em nova montagem de La traviata, na celebração dos 200 anos de Verdi. A soprano também cantou Lucia em Lucia di Lammermoor, na Expo Milão em 2015. Em 2005, estreou como Susanna em nova produção de As Bodas de Fígaro, retornando em 2016, em mais uma montagem da obra, agora no papel de Condessa.

A cantora também encenou obras contemporâneas em palcos operísticos, vivendo papéis escritos especialmente para ela – entre os mais notáveis estão a protagonista na adaptação operística feita por Iain Bell para O Progresso de uma Prostituta, de Hogarth (Theater an der Wien, 2013) e a Mulher Bêbada/Instrutora de Ginástica em 1984, de Lorin Maazel (Royal Opera House, 2005).

Diana Damrau se firmou como uma das mais requisitadas intérpretes da atualidade, apresentando-se com regularidade nas mais renomadas salas, como Wigmore Hall, Carnegie Hall, Filarmônica de Berlim e no Festival de Salzburg. Estabeleceu parcerias artísticas muito próximas com os pianistas Helmut Deutsch e Craig Rutenberg, além de se apresentar com frequência em recitais ao lado do harpista Xavier de Maistre, com quem gravou o CD Nuit d’Étoiles e um DVD com registros da atuação da dupla na Festspielhaus Baden-Baden.

Artista exclusiva da EMI/Virgin Classics (atual Warner/Erato), Diana Damrau fez sua gravação de estreia com Arie di Bravura, coletânea de árias de Mozart e Salieri. Vieram em seguida os CDs solo Donna, com árias de Mozart; COLORaturaS, uma seleção de árias de coloratura do período romântico; Poesie, canções orquestrais de Richard Strauss (prêmio ECHO Klassik em 2001); além de um CD de canções de Franz Liszt. Seu álbum Forever, com pontos altos de opereta, cinema e musicais, recebeu o prêmio ECHO Klassik em 2014 e foi seguido do lançamento de Fiamma del Belcanto. Damrau também aparece em várias gravações de ciclos completos de ópera em CD e DVD.

Na temporada 2016/17 destacam-se estreias da soprano como Condessa, em nova montagem de As Bodas de Fígaro no La Scala, e Julieta, em nova produção de Romeu e Julieta no Metropolitan Opera House, onde também interpretará Elvira em Os Puritanos. Mais adiante assumirá uma vez mais o papel das Quatro Heroínas em Os Contos de Hoffmann na Ópera de Los Angeles. Nos palcos de concerto, a cantora fará a estreia das Quatro Últimas Canções de Strauss em turnê de concertos europeia com Kirill Petrenko e a Orquestra Estatal da Baviera. Ao lado do baixo-barítono francês Nicolas Testé, em um programa de gala de ópera, Damrau seguirá em turnê pela América do Sul, com estreia no Teatro Colón de Buenos Aires em 27 de abril de 2017. A turnê será seguida por outra na Europa, apresentando árias de Giacomo Meyerbeer, simultaneamente ao lançamento de um CD-solo sobre a obra do mesmo compositor.

Os planos da temporada incluem ainda o papel-título em nova montagem de La traviata no Metropolitan Opera House e a estreia como Marguérite em Fausto e ainda no papel-título de Maria Stuarda.


Nicolas Testé, baixo-barítono

O baixo-barítono francês Nicolas Testé estudou piano, fagote e história da música em Paris antes de seguir carreira como cantor. Estudou na Opéra National de Paris e no Centro de Formação Lírica da capital francesa. Em 1998 foi vice-campeão do concurso Voix Nouvelles.

Nicolas Testé se apresenta com regularidade em renomados palcos de ópera, como a Metropolitan Opera House de Nova York, Staatsoper de Munique, Óperas de Los Angeles e São Francisco, Deutsche Oper Berlin, Opéra National de Paris, Teatro San Carlo de Nápoles, La Fenice de Veneza, Grand Théâtre de Genebra, bem como nos festivais de Glyndebourne e Chorégies d’Orange.

Seu extenso repertório abrange os protagonistas nas óperas Ifigênia em Áulis (Agamemnon), Romeu e Julieta (Frei Laurent), Manon (Le Chevalier des Grieux), Hamlet (Claudius), Il Trovatore (Ferrando), A Flauta Mágica (Sarastro), Castor e Pólux (Júpiter), Fausto (Mefisto), Os Contos de Hoffmann (Os Quatro Vilões) e O Barbeiro de Sevilha (Basílio).

Ao longo da temporada 2015/2016 Nicolas Testé estreou na Ópera Estatal da Baviera em La Bohème (Colline) e na Ópera de São Francisco em Lucia di Lammermoor (Raimondo). Além disso, atuou em uma nova montagem de Os Pescadores de Pérolas, de Bizet (Nourabad), encenada pela primeira vez na Metropolitan Opera House de Nova York. Trabalhos futuros incluem Lucia di Lammermoor (Raimondo) na Deutsche Oper Berlin, Os Puritanos (Giorgio) no Teatro Real de Madri e La traviata (Doutor Grenvil) em Orange.

Na temporada 2016/2017, Nicolas Testé retorna à Opera Estatal de Munique, na montagem de La Bohème (Colline) e Lucia di Lammermoor (Raimondo). Em seguida, interpretará Zuniga em Carmen, na Metropolitan Opera, Abimelech em Sansão e Dalila na Opéra National de Paris, bem como Os Quatro Vilões em Os Contos de Hoffmann na Ópera de Los Angeles.

Além de inúmeras montagens de ópera, o cantor se apresenta regularmente ao lado de orquestras de renome internacional. Em meados de 2017 seguirá em turnê pela América do Sul, junto com a famosa soprano Diana Damrau, com estreia prevista no Teatro Colón de Buenos Aires em 27 de abril de 2017. Seguem-se concertos em São Paulo, Frutillar (Chile), Cidade do México e Tijuana (México). Em seguida, em maio e junho de 2017, realizará a turnê Belcanto Drammatico. Ao lado de Diana Damrau e da Orquestra Filarmônica de Praga, Nicolas Testé interpretará árias de Meyerbeer, Massenet e Verdi, nas maiores salas de concerto da Europa, incluindo a Festspielhaus de Baden-Baden, Elbphilharmonie de Hamburgo, Semperoper de Dresden, Philharmonie de Munique, Rudolfinum de Praga e Centro de Congresso ICE de Cracóvia. No segundo semestre de 2017, o cantor se apresentará em concertos na Ásia – na Shanghai Symphony Hall, na Suntory Hall em Tóquio e em Seul, na Coreia.


Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro

O padrão de excelência que sempre conduziu as programações e atividades do Mozarteum também é premissa para esta Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro, que começará sua trajetória sob a batuta do maestro Carlos Moreno. Músico cheio de talento e generosidade, ele traz preciosas experiências como regente titular da Orquestra Experimental de Repertório de São Paulo, uma das mais instigantes formações orquestrais do País.

Mais de 100  músicos já estão envolvidos com a OAMB – 83 efetivos e 42 entre os suplentes. É uma quantidade expressiva, que certamente será fonte de inspiração para a juventude brasileira, assim como para plateias de todas as idades.

Já em sua apresentação de estreia, a OAMB estará convivendo com grandes músicos internacionais durante o intenso intercâmbio promovido pelo Música em Trancoso, nosso consagrado festival que realizará sua 6º edição em março de 2017. Em seguida, nos primeiros dias de maio, nossa  Orquestra participará do Concerto de Gala na Sala São Paulo, que trará pela primeira vez ao Brasil uma das maiores estrelas do canto lírico mundial – a soprano alemã Diana Damrau, que cantará em companhia de outro grande artista, o baixo-barítono francês Nicolas Testé.

Este início privilegiado de carreira certamente trará não só visibilidade como também influências significativas para a Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro.

A Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro nasce sob a mais elevada expectativa de que estamos proporcionando ao Brasil um bem de valor incalculável, que traz vitalidade ao momento presente e novos impulsos para um futuro promissor.


*Programa sujeito a alterações

Gioachino Rossini (1792–1868)
“Barbiere di Siviglia”:
Abertura
“Barbiere di Siviglia”:
Uma voce poco fa (Rosina)
La calunnia (Basilio)

Giacomo Meyerbeer (1797–1864)
“Les Huguenots”:
Nobles seigneurs (Urban)
Pif, Paf, Pouf (Marcel)

Giuseppe Verdi (1813–1901)
“Don Carlos”:
Le Ballet de la Reine
Elle ne m’aime pas (Philippe II)

Charles Gounod (1818–1893)
“Romeu and Juliet”:
Amour, ranime mon courage (Juliet)

Intervalo  20 minutos

Antônio Carlos Gomes  (1836-1896)
“Lo Schiavo”:
Alvorada

Giacomo Meyerbeer (1791-1864)
“Dinorah ou le Pardon de Plërmel”:
Ombre Légère (Dinorah)

Antônio Carlos Gomes  (1836-1896)
“Salvator Rosa”:
Di sposo, di padre

Vicenzo Bellini  (1801-1835)
“I Puritani”:
O rendetemi la speme… Qui la voce sua soave…
Vien’diletto (Elvira)

Amilcare Ponchielli (1834-1886)
“La Gioconda”:
Sì morrir ella dè! (Alvise Badoero)

George Gerrshwin (1898-1937)
“Symphonic Picture of Porgy and Bess” (orquestra)
“Porgy and Bess”: Bess you is my woman now


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Telefone: (11) 3815-6377  de segunda a sexta, das 9h às 18h:

Rua Pedroso Alvarenga, 58 – 3º andar – Itaim Bibi – São Paulo/SP

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