Toquinho

Cantor, compositor, violonista

“Construir acordes e harmonias, fazer música e poesia” é a profissão de Toquinho, que sabe harmonizar também a vida no compasso do prazer, no contraponto entre a paixão e a amizade, a família e os amigos.

Dotado de uma natureza lúdica e leve, divertir-se foi sempre seu prato predileto em torno de várias mesas: de bar, de restaurante, de futebol de botão, de sinuca.

Passou a fazer do palco uma extensão das tramas futebolísticas, onde, mesmo nos momentos mais complicados, encontra escape para uma pilhéria, uma risada que ajuda a encarar o trabalho como uma prazerosa alegria.

Entrega-se à profissão sem escravizar-se a ela, ao contrário, renovando com ela seu lado de menino nas decisões mais intrincadas.

Antonio Pecci Filho (Toquinho) nasceu em São Paulo, no bairro do Bom Retiro, em 6 de julho de 1946. Teve aulas com Paulinho Nogueira (primeiros e principais acordes), Isaías Sávio (violão erudito) e Léo Peracchi (orquestração). Gravou cerca de 85 discos, compôs mais de 500 músicas e fez cerca de dez mil shows pelo Brasil e pelo exterior.

Tem como principais parceiros: Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, Francis Hime, Mutinho, Carlinhos Vergueiro, Gianfrancesco Guarnieri, Elifas Andreato, Paulo César Pinheiro. Suas maiores influências são Baden Powell, Edgard Gianullo e Oscar Castro Neves.

Suas composições mais representativas são Aquarela, Tarde em Itapuã, Que maravilha, Regra três, Escravo da alegria, O caderno, A casa, O pato, Na tonga da mironga do kabuletê, Samba de Orly, Carta ao Tom 74, Cotidiano nº 2, Samba pra Vinicius, Canção pra Jade e Carolina Carol bela.

Com 50 anos de carreira, Toquinho prossegue em seus projetos mostrando técnica e sensibilidade em sua aquarela de sons e harmonias que conquistam plateias de todas as idades.

Em 2017, Toquinho excursionou mais uma vez com sucesso por Espanha e Itália, onde se apresentou com Maria Creuza e Selma Hernandes. Ainda com Maria Creuza, reviveu os tempos de La Fusa, apresentando-se no Teatro Grand Rex, em Buenos Aires, na companhia da exímia violonista paraguaia Berta Rojas, concerto que se repetiu em Montevidéu, em novembro. Com Ivan Lins e MPB4, repetiu o sucesso de 2015 e 2016, com vários shows em diversas cidades do país. Tem se apresentado frequentemente com João Bosco, além de outros parceiros da Bossa Nova, como Carlos Lyra, Roberto Menescal, Quarteto em Cy, Wanda Sá, Leila Pinheiro, Joyce Moreno. Com sua banda, incorporou a versatilidade da cantora Camilla Faustino. Suas mais recentes participações em CDs foram com a celista francesa Ophélie Gaillard (Alvorada), a pianista brasileira Eliane Elias (Dance of time) e a violonista Berta Rojas (Felicidade). Lançou o DVD Toquinho – 50 Anos de Carreira em dezembro de 2017, com a participação de Paulo Ricardo, Mutinho, Tiê, Anna Setton e Verônica Ferriani, com apoio do MinC e patrocínio da Klabin.

Em 2018 Toquinho realizou duas excursões por Itália (solo) e Portugal (com Camilla Faustino e Proveta), além de shows comemorativos a seus 50 anos de música pelo Brasil.

É artista exclusivo da Circuito Musical há 25 anos.