Marcel Boone

Barítono

O barítono holandês Marcel Boone já encenou mais de 50 papeis em óperas, nos principais teatros europeus.

Entre os teatros importantes onde se apresentou, incluem-se a Ópera Nacional Holandesa, Staatsoper de Berlim, Ópera Nacional de Lyon, Teatro Stanislavsky de Moscou, Volksoper de Viena, Teatro Regio de Parma, Ópera Nacional de Montpellier e Ópera Zuid, além de salas de concerto em Colônia, Bonn, Bruxelas e Madri. Foi muito elogiado por suas interpretações de Mozart e aclamado pela crítica nos papeis de Don Giovanni, Conde Almaviva e Guglielmo. O registro em CD de Così fan tutte, de Mozart, com René Jacobs (selo Harmonia Mundi), recebeu vários prêmios, entre eles o Edison Classic Award, o Diapason d’Or e o alemão Schallplattenkritik.

A estreia profissional de Marcel Boone como barítono lírico se deu na Holanda, com a Nationale Reisopera, companhia que se tornaria sua casa ao longo de sete temporadas e onde representou com sucesso inúmeros papeis, incluindo Lescaut (Manon Lescaut), Schaunard (La bohème), Guglielmo (Così fan tutte), Conde Almaviva (As Bodas de Fígaro), Ned Keene (Peter Grimes) e Don Fernando (Fidélio). “Foram os melhores anos de formação para mim como cantor de ópera: muitas encenações e viagens constantes me deram uma base sólida para a carreira”.

Marcel Boone é convidado regular da Ópera Nacional Holandesa, tendo cantado em montagens internacionais memoráveis dirigidas por grandes nomes, entre elas O Barbeiro de Sevilha, em montagem de Dario Fo e La Bohème, produção de Pierre Audi. Cantou ainda em O Amor das Três Laranjas, de Prokofiev, e fez parte do prestigiado elenco de Júlio César, de Händel, sob direção de Marc Minkowski. Marcel cantou na abertura do Festival da Holanda, na estreia mundial de Johnny e Jones, de Theo Loevendie, um retrato emocionante de dois empreendedores durante a Segunda Guerra Mundial.

O repertório do cantor foi mudando gradativamente do lírico para Kavalierbariton (na classificação alemã Fach), incluindo cada vez mais papeis de Puccini e Verdi, como Germont (La traviata) e Ford (Falstaff).

O repertório de concertos de Marcel Boone inclui a Paixão de J.S. Bach, Carmina Burana de Carl Orff, os Réquiems de Brahms e Fauré (no Concertgebouw de Amsterdam). O barítono trabalhou com diversos regentes, entre eles Marc Minkowski, René Jacobs, Yves Abel, Nikša Bareza, Paolo Carignani, Thomas Hengelbrock, Jaap van Zweden e Marc Albrecht.

Sua parceria com René Jacobs abriu as portas de muitos palcos de ópera internacionais, salas de concerto e festivais, incluindo o Festival de Música de Montreux, os festivais de Innsbruck, Schwetzingen, Milão e os Dresdner Musikfestspiele.

Marcel estudou no Conservatório de Utrecht, no Conservatório Real em Haia e no Estúdio Internacional de Ópera em Amsterdam, com Margreet Honig, que foi sua principal mestra e orientadora. Recebeu várias bolsas de estudos internacionais e foi aluno dos professores Horst Guenter e Thomas Hampson.

Atualmente Marcel é professor de canto na Faculdade de Música de Basel, na Suíça, além de ter sido indicado como professor de canto do Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris em 2016. Afora a atuação como professor em conservatórios, Marcel tem um estúdio particular para cantores profissionais.