Pretty Yende & Javier Camarena

Pretty Yende, soprano | Javier Camarena, tenor | Angel Rodriguez, piano

Quando: 8 e 9 de agosto
Horário: 21h
Local: Sala São Paulo (São Paulo, SP)
Praça Júlio Prestes, 16


Pretty Yende, soprano

yende-pretty-kim-foxA soprano sul-africana Pretty Yende ganhou fama internacional em 2010, quando se tornou a primeira artista da história a vencer o Concurso Belvedere em todas as categorias. No ano seguinte, conquistou o primeiro lugar no Concurso Operalia, de Plácido Domingo. A estreia profissional de Pretty Yende se deu no Teatro Nacional da Letônia, em Riga, no papel de Micaela em Carmen. Desde então, vem sendo vista em praticamente todos os principais palcos do mundo, incluindo a Metropolitan Opera de Nova York, o Teatro alla Scala de Milão, o Covent Garden de Londres, a Deutsche Oper Berlim e muitos outros.

Na temporada 2015/2016, a agenda profissional de Pretty Yende incluiu o papel principal em Lucia di Lammermoor na Deutsche Oper Berlim, Adina em O Elixir do Amor na Staatsoper Berlim, Pamina em A Flauta Mágica no Grand Theatre de Genebra, Elvira em Os Puritanos na Opernhaus de Zurique, além da estreia na Ópera de Paris como Rosina em O Barbeiro de Sevilha e de concertos em Johanesburgo, Cidade do Cabo, Viena e Pesaro. Compromissos futuros incluem Lucia di Lammermoor na Ópera Nacional de Paris, O Elixir do Amor na Bayerische Staatsoper (Munique) e no Covent Garden (Londres), O Barbeiro de Sevilha e Romeu e Julieta na Metropolitan Opera em Nova York, bem como concertos em Praga, Viena, Paris e São Paulo.

Na temporada 2014/2015, Pretty Yende interpretou Pamina em A Flauta Mágica na Metropolitan Opera de Nova York, Rosina em O Barbeiro de Sevilha em Oslo, o papel-título em Lucia di Lammermoor na Deutsche Oper Berlim, Norina em Dom Pasquale, em sua estreia no Gran Teatre del Liceu em Barcelona, além de estrear no papel de Susanna em As Bodas de Fígaro na LA Opera em Los Angeles. A cantora também se apresentou em concertos em Viena, Munique, Amsterdã e no Carnegie Hall de Nova York. Na temporada 2013/2014, estreou na LA Opera de Los Angeles, interpretando Micaela em Carmen, estreou em Hamburgo, como Fiorilla em O Turco na Itália, e retornou ao Teatro alla Scala de Milão, em O Conde Ory.

Em janeiro de 2013, Pretty Yende estreou com extraordinário sucesso na Metropolitan Opera de Nova York, como a Condessa Adele de O Conde Ory, entrando para o elenco com poucas semanas de antecedência para contracenar com Juan Diego Florez. Em seguida, interpretou o mesmo papel em sua estreia no Theater an der Wien. A temporada 2012/2013 trouxe ainda o papel principal em Lucia di Lammermoor em um concerto na Ópera da Cidade do Cabo, além de Musetta em La Bohème no Teatro alla Scala de Milão. Recém-formada pela Academia de Jovens Artistas do Teatro alla Scala em 2011, Yende estreou com a companhia em 2010, como Berenice em A Ocasião faz o Ladrão, de Rossini.

 


Javier Camarena, tenor

Javier Camarena ficou conhecido como furacão do mundo da ópera em 2014, quando entrou para o time de Luciano Pavarotti e Juan Diego Flórez ao ser o terceiro cantor em 70 anos a dar um bis na Metropolitan Opera House de Nova York. Camarena magnetizou o público ao cantar a ária do Príncipe Ramiro, “Si ritrovarla io guiro”, em duas récitas consecutivas de La Cenerentola de Rossini. Meses mais tarde, repetiu o feito no Teatro Real de Madri, cantando 18 Dós agudos perfeitos, no bis, em “Ah! Mes amis, quel jour de fête”, na ária de Tonio da ópera A Filha do Regimento, de Rossini. O tenor é o primeiro na história de ambas as casas de ópera a dar bis em duas récitas seguidas.

Tom intenso, vocalização firme e flexível e coloratura ostensiva renderam a Javier Camarena papeis importantes, créditos ao lado de cantores mundialmente famosos, além de trabalhos sob a batuta de regentes notáveis como Claudio Abbado, Zubin Mehta e Fabio Luisi. Desde sua estreia em Zurique, em 2007, Camarena vem sendo admirado por suas atuações fascinantes, em um repertório interpretado por pouquíssimos profissionais de gabarito internacional, que abrange obras de Bellini, Bizet, Donizetti, Haydn, Mozart, Rossini e Verdi. Suas extraordinárias interpretações já foram vistas em algumas das mais importantes salas de ópera e concerto da Europa, como a Staatsoper de Viena, Ópera de Paris, Staatsoper da Baviera, Semperoper de Dresden, Wigmore Hall de Londres e no Festival de Verão de Salzburg, entre muitos outros locais de prestígio. Nos Estados Unidos, o tenor foi aclamado tanto na Ópera de São Francisco como na Metropolitan Opera de Nova York.

Em 2014, Javier Camarena lançou Recitales, seu álbum de estreia com canções italianas e mexicanas gravadas ao vivo. Em 2015, em seu segundo registro ao vivo, Serenata, gravou canções populares mexicanas tendo o pianista Armando Manzanero como convidado especial (o CD recebeu o prêmio Grammy pelo Conjunto da Obra).

Em DVD/Bluray, o tenor participou das produções de Così fan tutte de Mozart (2009), Falstaff de Verdi (2011), Otelo e O Conde Ory de Rossini (2014) – nesta última dividindo créditos com Cecilia Bartoli. Todos os trabalhos foram orquestrados pela Ópera de Zurique. Também em DVD/Bluray, participou de O Rapto do Serralho de Mozart (2014), em montagem inédita gravada no Hangar-7 em Salzburg; uma segunda versão de Falstaff de Verdi (2014), sob a batuta de Zubin Mehta; bem como da Missa solemnis em Dó menor, K. 139, “Waisenhausmesse”, de Mozart; e da Missa No. 6 em Mi bemol maior, D. 950, de Schubert (2012), sob regência de Claudio Abbado, apresentada e gravada durante o Festival de Salzburg.

Nascido na cidade mexicana de Xalapa, Veracruz, Javier Camarena concluiu os estudos de música com distinção na Universidade de Guanajuato. Em 2004, venceu o Concurso Nacional Carlo Morelli, no Palácio de Belas Artes do México, e estreou como Tonio em A Filha do Regimento, de Donizetti. Em 2005, recebeu o Prêmio Juan Oncinas em Barcelona, e em 2006 entrou para o Estúdio Internacional de Ópera em Zurique, sob orientação de Francisco Araiza. De 2013 a 2015, figurou na lista de maiores líderes da publicação Lideres Mexicanos. Em 2014/2015 foi incluído entre os 50 líderes transformadores do México pela revista Quién.

Projetos futuros incluem, entre outros, a estreia na Royal Opera Covent Garden de Londres como Almaviva (O Barbeiro de Sevilha), o papel de Ramiro (La Cenerentola) em Munique e Bilbao, o retorno ao Metropolitan Opera House de Nova York (O Barbeiro de Sevilha e Os Puritanos) e a volta a Zurique (Os Puritanos e O Barbeiro de Sevilha), além da estreia como Duca (Rigoletto) no Gran Teatro Liceu de Barcelona, onde em breve deve encenar um de seus papéis favoritos: Tonio em A Filha do Regimento.


Angel Rodriguez, piano

photo-angel-rodriguezDe origem cubana e radicado no México, o pianista e compositor Ángel Rodríguez iniciou seus estudos de música aos cinco anos de idade. Estudou piano com Gonzalo Gutiérrez, repertório vocal com Enrique Jaso e regência com Gonzalo Romeu.

Ao longo da carreira de mais de 25 anos, foi pianista acompanhador de personalidades notáveis do cenário lírico internacional – como Ramón Vargas, Rolando Villazón, Javier Camarena, Joseph Calleja, Nathalie Manfrino, Franco Vassallo, Ailyn Pérez, Alfredo Daza, Eglise Gutiérrez, Fernando de la Mora, Kate Lindsey, Rosario Andrade, Timothy Robert Blevins, Rebeca Olvera, Arturo Chacón, Maria Katzarava, Carlos Almaguer, José Bross, Dario Solari, entre muitos outros.

Ángel Rodríguez tocou em importantes salas de concerto da Europa, Ásia e América, entre as quais se destacam o Palácio de Belas Artes na Cidade do México, Teatro Real de Madri, Termas de Caracalla em Roma, Konzerthaus Berlim, Kennedy Center em Washington, Harris Theater em Chicago, Opernhaus de Zurique e o prestigioso Rosenblatt Recitals em Londres.

O pianista participou ainda do documentário Rolando Villazón – Um Sonho Mexicano, acompanhando o famoso tenor em um programa que foi transmitido pelo canal Arts. Apresentou-se na Expo Mundial em Xangai em 2010 e foi solista da Orquestra de Câmara Kremlin em Moscou, além de ter tocado para o Rei Juan Carlos e para a Rainha Sofia da Espanha. Com a Ópera de Cuba e com a Ópera de Belas Artes na Cidade do México, Ángel Rodríguez cobriu um repertório com mais de noventa títulos ao lado de grandes astros e estrelas como Plácido Domingo, Luciano Pavarotti e Anna Netrebko, entre outros.

Recentemente, o músico fez os arranjos orquestrais do evento de gala Três Gerações, com os renomados tenores Francisco Araiza, Ramón Vargas e Javier Camarena.

Sua produção fonográfica inclui dois CDs com o célebre tenor Javier Camarena e um CD com a mezzo-soprano María Luisa Tamez.

Atualmente, Ángel Rodríguez dá masterclasses de interpretação e estilo de ópera italiana no México, paralelamente ao trabalho como recitalista ao lado de grandes cantores e à sua importante atuação como arranjador e produtor musical.


*Programa sujeito a alterações

Gaetano Donizetti (1797–1848)
“Una parola, o Adina” (de “L’elisir d’amore”)
Pretty Yende & Javier Camarena (duo)

Gioachino Rossini (1792 – 1868)
“Una voce poco fa” (de “Il barbiere di Siviglia”)
Pretty Yende
“Sì, ritrovarla io giuro” (de “La cenerentola”)
Javier Camarena
“Non si da follia maggiore”(de “Il turco in Italia”)
Pretty Yende

Vincenzo Bellini (1801 – 1835)
“È serbato a questo acciaro… L’amo tanto” (de Capuleti e i Montechi)
Javier Camarena
“Elvino! E tu mi lasci… Son geloso del zefiro errante” (de “La sonnambula”)
Pretty Yende e Javier Camarena (duo)

INTERVALO (20 minutos)

Gaetano Donizetti (1797–1848)
“O luce di quest’anima” (de “Linda di Chamounix”)
Pretty Yende
“Tombe degli avi miei… Fra poco a me ricovero” (de “Lucia di Lammermoor”)
Javier Camarena
“Tornami a dir che m’ami” (de “Don Pasquale”)
Pretty Yende e Javier Camarena (duo)

Vincenzo Bellini (1801 – 1835)
“Ah, non credea mirarti… Ah, non giunge” (de “La sonnambula”)
Pretty Yende

Giuseppe Verdi (1813 – 1901)
“Ella mi fu rapita… Parmi veder le lagrime” (de “Rigoletto”)
Javier Camarena
“Signor né principe… È il sol dell’anima” (de “Rigoletto”)
Pretty Yende e Javier Camarena (duo)

 


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