Orquestra Sinfônica Estatal de Istambul

Milan Turkovic, regente | Vadim Repin, violino

Quando: 20 e 21 de junho
Horário: 21h
Local: Sala São Paulo (São Paulo, SP)
Praça Júlio Prestes, 16


Orquestra Sinfônica Estatal de Istambul

As origens da Istanbul State Symphony Orchestra (IDSO) remontam ao início do século 19. Em 1827, o sultão otomano Mahmut II chamou o irmão do famoso compositor de óperas Gaetano Donizetti – Giuseppe Donizetti – e lhe conferiu o título honorífico de Paxá. Donizetti Paxá fundou a Orquestra Imperial Otomana, Mızıka-i-Humayun – predecessora da Istanbul State Symphony Orchestra – na qual permaneceu como diretor musical por mais de 20 anos, até morrer, em 1856.

A primeira turnê da orquestra foi realizada em 1917, com apresentações em Viena, Berlim, Dresden, Munique, Budapeste e Sofia.

Após a fundação da República Turca por Mustafa Kemal Atatürk em 1923, a Orquestra Imperial foi transferida para Ankara, recém-estabelecida capital da República. Em 1945 o nome da orquestra foi alterado para Orquestra Sinfônica do Município de Istambul e, em 1972, quando passou a ser atribuição do Ministério da Cultura, recebeu o nome de Orquestra Sinfônica Estatal de Istambul (Istanbul State Symphony Orchestra), como é conhecida até hoje.

Através de sua longa e rica história, a Orquestra Sinfônica Estatal de Istambul, ou IDSO, tem lugar de destaque na vida cultural de Istambul, maior cidade da Turquia, marcada tanto pela tradição como pela inovação.

Ao longo de sua existência, a IDSO trabalhou com muitos regentes admiráveis e solistas de renome internacional. Entre eles, Cemal Reşit Rey, Aaron Copland, Yehudi Menuhin, Hikmet Şimşek, Gürer Aykal, Tadeusz Strugala, Jean-Pierre Rampal, Sabine Meyer, Gidon Kremer, Heinrich Schiff, Natalia Gutman, Alexander Rudin, Luciano Pavarotti, Leyla Gencer, Güher & Süher Pekinel, Idil Biret, Fazil Say, Ayşegül Sarıca, Suna Kan, Ayla Erduran, Verda Erman, Gülsin Onay, Hüseyin Sermet.

Desde 2014, Ender Sakpinar é regente titular da IDSO.

orquestra estreou um grande número de obras de compositores turcos e gravou programas de rádio e TV. Com a finalidade de apresentar ao mundo seus músicos e as obras de compositores turcos, a IDSO já realizou turnês na Itália, na antiga Iugoslávia, República Tcheca, Áustria, Grécia, Espanha (1990/93 e 2012), Bulgária (2002),  Egito (2008). Também se apresentou no Japão (2003) e nos Estados Unidos (Memphis, 1992, e na exposição “Suleyman, o Magnífico”), no festival Europa Musical da Alemanha (1993 e 2009) e no Festival de Atenas (2000).


Milan Turkovic, regente

Milan Turkovic nasceu em uma família austro-croata, cresceu em Viena e ficou internacionalmente conhecido como um dos raros solistas de fagote. Ao longo das últimas duas décadas, tornou-se também um regente bem-sucedido, apresentando-se no mundo todo. Turkovic regeu em Viena, Salzburg, Graz, Milão, Veneza, Florença, Roma, Londres, Berlim, Dresden, Munique, Praga, Cracóvia, Bratislava, Nova York, Tóquio, Nagoya, Osaka e Brisbane, à frente de orquestras como as Sinfônicas de Viena e da Rádio de Viena, Orquestra da Rádio de Munique, Camerata Salzburg, Orquestra de Padova, Orquestras Sinfônicas de Roma, Giuseppe Verdi de Milão, Filarmônica de Cracóvia, Orquestra Sinfônica Metropolitana de Tóquio, Filarmônica de Nagoya, Orquestra Nacional de Taiwan, Filarmônica de Praga e Filarmônica Austro-Húngara.

A renomada revista japonesa de música Ongaku No Tomo, incluiu Milan Turkovic entre os 20 regentes mais interessantes do cenário musical de Tóquio. Vencedor dos prêmios Edison (EUA) e Echo Klassik (Alemanha) em 2010, Turkovic atua regularmente como regente titular do Festival Japonês de Kusatsu. Trabalhou com os solistas Mischa Maisky, Jan Vogler, Benjamin Schmid, Michael Schade, Xavier de Maistre, Gábor Boldoczki, Sergei Nakariakov, Sara Mingardo, Lise de la Salle e muitos outros. A partir de 2017 será o regente titular da orquestra tcheca Moravia Virtuosi.

Milan Turkovic se apresentou em importantes festivais do mundo todo, incluindo Salzburg, Viena, Lucerna, Lockenhaus, Prades, Praga, Nova York, Santa Fé, Portland, Osaka, Sapporo, Kusatsu. Após uma turnê conjunta, o consagrado trompetista norte-americano Wynton Marsalis dedicou a Turkovic, em 1998, o Quinteto para Fagote e Quarteto de Cordas “Meeelaan”, que ele passou a apresentar no mundo todo. Turkovic fez a estreia de inúmeras composições, incluindo obras de Jean Françaix, Sofia Gubaidulina, Ivan Eröd, Rainer Bischof e Thomas Daniel Schlee.

Sua atual discografia é composta de nove CDs como regente, 15 CDs de repertório solo, 26 CDs de música de câmara e mais de 200 CDs com o Concentus Musicus. Ele gravou o Concerto para Fagote de Mozart quatro vezes, sendo que o terceiro registro foi em instrumento de época, sob regência de Nikolaus Harnoncourt. Outros registros em CD incluem os Concerti de Carl Maria von Weber (sob regência de Marriner), o Quinteto para Fagote e Cordas “Meeelaan” de Wynton Marsalis e o CD duplo Bassoon Extravaganza. Em seus mais recentes trabalhos em estúdio, regeu três sinfonias de Joseph Haydn e gravou dois CDs com o conjunto alemão de saxofones Selmer Saxharmonic (prêmio Echo Klassik em 2010). O músico é ainda autor de quatro livros, um deles sobre o Concentus Musicus Viena que, por ocasião do aniversário de 50 anos do ensemble, recebeu uma tradução para o japonês. Milan Turkovic também é membro regular de júris e preside bancas de jurados de concursos internacionais.


Vadim Repin

photo_3-vadim-repinNascido na Sibéria (Rússia) em 1971, Vadim Repin tinha 11 anos de idade quando venceu a medalha de ouro no Concurso Wienawski, em todas as categorias. Foi também aos 11 anos que deu seus primeiros recitais em Moscou e São Petersburgo. Aos 14, estreou em Tóquio, Munique, Berlim, Helsinque e, um ano mais tarde, no Carnegie Hall de Nova York. Aos 17, tornou-se o mais jovem vencedor do Concurso Rainha Elisabeth, da Bélgica.

De lá para cá, tocou com todas as maiores orquestras e os mais aclamados regentes. Entre os destaques mais recentes, há turnês com a London Symphony Orchestra e o maestro Valery Gergiev, com a Orquestra NHK de Tóquio e Charles Dutoit e a turnê pela Austrália com a Filarmônica de Londres e Vladimir Jurowski. Outro acontecimento marcante foi a estreia do Concerto para Violino que James MacMillan compôs para ele, que teve aclamadas apresentações no Carnegie Hall em Nova York, Filadélfia, na Salle Pleyel de Paris, na Concertgebouw de Amsterdã, culminando com o BBC Proms no Royal Albert Hall de Londres, com ingressos esgotados.

Vadim Repin gravou os grandes concertos russos para violino de Shostakovich, Prokofiev e Tchaikovsky pelo selo Warner Classics. Pela Deutsche Grammophon, gravou o Concerto para Violino de Beethoven; o Concerto para Violino e o Concerto Duplo de Brahms com a Orquestra Gewandhaus (Truls Mørk ao violoncelo); os Trios de Tchaikovsky e Rachmaninov com Mischa Maisky e Lang Lang (vencedor do prêmio Echo Classic) – além de obras de Grieg, Janacek e César Franck, com Nikolai Lugansky, que venceu o Prêmio BBC de Música em 2011.

Em 2010, Repin foi agraciado com o Victoire d’Honneur, o mais prestigioso prêmio francês da área musical, pela vida dedicada à música. Tornou-se ainda Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras da França. Após uma série de masterclasses e concertos em Pequim, recebeu o título de Professor Honorário do Conservatório Central de Música (2014) e do Conservatório de Xangai (2015).

Na última temporada, destacam-se os concertos em Hong Kong e Pequim, a turnê europeia com a Orchestre de la Suisse Romande, sob regência de Neeme Järvi, além de concertos em Viena com Kent Nagano e Lionel Bringuier. Em abril de 2014, Vadim Repin foi diretor artístico do primeiro Festival de Artes Transiberiano, na magnífica nova sala de concertos de Novosibirsk, onde tocou Vozes de Violino, obra encomendada a Benjamin Yussupov, em apresentação conjunta com a primeira bailarina Svetlana Zakharova. O festival foi recebido com entusiasmo e teve sua segunda edição, mais extensa, na primavera de 2015. Na ocasião, Repin apresentou o concerto para violino De Profundis, obra especialmente encomendada a Lera Auerbach.

Temporada recente incluiu concertos em Vilnius, Praga, Viena, Paris e Ankara, e o Festival Vadim Repin de música de câmara e orquestral, em Tóquio. Apresentações nos Estados Unidos foram seguidas de concertos com a Philharmonia Orchestra e Vladimir Ashkenazy em Londres e Cardiff, da estreia alemã do Concerto Yussupov na Filarmônica de Berlim, e do retorno ao Japão, para concertos com a Orquestra Sinfônica Tchaikovsky, em comemoração ao centenário do compositor russo. A temporada de 2016 se iniciou com concertos em Erevan, Barcelona e Madri, além de uma turnê pelas capitais europeias com a Orquestra Metropolitana de Tóquio, encerrando-se com o projeto Transibéria vai a Tel Aviv.

Vadim Repin toca um violino Stradivarius “Rode” de 1733.


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